Ultrapassando o meu imenso amor à cidade de Lisboa, ou a escapadela à brisa dourada do Sul, é urgente partilhar um dos quadros mais bonitos do mundo. Refiro-me aos breves minutos em que observamos a Foz ao fim da tarde, ao chegar de comboio à Campanhã. Abraçado às águas serenas do Douro, o Porto vive mais do que nunca uma energia inovadora, onde a ideia de trendy vive como uma busca incessante do pioneirismo de quem acredita e constrói. Sobre a magia desta cidade irreverente e com o mundo à cabeceira, escreveu um autor de muitas das cantigas que fazem parte da lembrança dos portugueses: num fim da tarde de águas mansas e sobre a nudez frágil como as asas de uma vida, será sempre renovadora a brisa onde adormecemos e onde temos de viver todo o tempo do mundo.

crónica publicada a 4 de Abril de 2008 no jornal Meia Hora