As a curator of the best of Portugal and World traveller, with more than twenty years of articles published, in the national and international press, and also as a TV Show Author, this is my digital magazine, where I present my curated experiences  and travel collection.

Sancha D’Oriol Trindade

Portugal – Espanha, o dia seguinte

Pedi permissão à Mãe do mini-Ronaldo para usar esta foto caçada no Instagram (para quem não sabe pode acompanhar esta Plataforma Atlântica no Instagram como ‘acidadenapontadosdedos_com). Este projeto de homem português retrata toda a pujança com que eu gostava que o meu pais acordasse, todos os dias. A palavra é ‘garra’. A palavra é ‘atitude’. A frase era ‘vamos a eles’. E fomos. Perdemos com muita dignidade.

Não nos podemos envergonhar de não ter estado à altura. Estivemos. Fomos grandes. Hoje ao navegar nas ruas da cidade, os sorrisos estão mais tristes e acho ser esta grande diferença entre muitos povos da Europa e nós os Portugueses do fado delicioso. A atitude. Não quero que o meu país se junte e grite como se fosse o melhor do mundo apenas nos meses dos campeonatos de futebol. A Grécia país onde vivi e Espanha, país de onde tenho sangue catalão, têm essa garra a que me refiro. Arrogantes, convencidos muitas vezes, mas sem ombros caídos, sem olhos rasgados nas fundações do queixume.

Esta euforia de que ‘Portugal é o maior’ tem de ser diária. Afinal acreditamos? Ou apenas nos iludimos pela energia das massas através de um desporto? Não nos foi dado um país lindo de mão beijada? Não temos história para dar e vender? Não temos uma das melhores temperaturas da Europa? Não temos um Atlântico estrondoso? Podia estar aqui a tarde toda.

Cada um de nós deverá reflectir sobre se quer viver do lado mais brilhante da vida a acreditar naquilo com que pode contribuir ou se prefere acordar abraçado ao marasmo do não possível, a acusar a classe política que destruiu Portugal. O meu país é para resistentes e goza a história de feitos estóicos e terras exploradas, como poucos o fizeram.

Na certeza de que a nossa Selecção Nacional esteve à altura do melhor campeão da Europa e do Mundo e que as estrelas não estiveram do nosso lado, deixo outra imagem roubada de um amigo que adoro e que vive, todos os dias, a alegria para o qual foi feito o nosso projecto humano.

Hoje, amanhã, será sempre outro dia, por isso por favor sonhem. Sonhem alto e implementem, para deixar aos mini Ronaldos que agora crescem, um país que faça justiça à energia forte e doce, à energia inspiradora e entusiasmante, de quem corre por gosto e nunca se cansa, como só uma criança o sabe fazer.