Pedalar em Lisboa como em São Francisco?

São Francisco
Ao contrário do que os lisboetas pensam, cerca de 75% das ruas de Lisboa são planas ou apresentam declives cicláveis. Com uma bicicleta eléctrica este valor passa, claro, a 100%. Eu como me movo entre colinas não prescindi que a minha Miss Atlântica (vulgo minha bicicleta a divulgar muito em breve) fosse eléctrica. Achei que depois de três anos em Amesterdão só com esta mais valia, não arranjaria desculpas para não deixar de a usar como transporte de eleição.

A sustentabilidade da cidade é urgente, disso não temos dúvidas, mas além de nos inundar de felicidade é o mais eficiente dos transportes, ora veja esta imagem partilhada ontem pelo Lisbon Cycle Chic.

Transport Efficiency

Recentemente a Direcção Municipal de Mobilidade de Transportes de Lisboa convidou o director executivo da Agência de Transportes de São Francisco, Timothy Papandreou, para participar numa conferência sobre bicicletas. Na sua cidade o disparo do uso da bicicleta ocorreu em 2007, que na crista da onda da crise mundial  levou muitos dos habitantes de São Francisco a começarem a utilizar meios de transporte mais económicos que o carro. Não pensem que a cidade estava preparada com ciclovias, não estava, mas os viajantes da cidade aderiram.

Pedalar em São Francisco
São Francisco tem 7 milhões de habitantes, mais do triplo de Lisboa, e partilha um sistema de transportes com metro, comboios, táxis, autocarros, sistema de partilha de carros eléctricos, de scooters e de bicicletas, que servem a população da Bay Area. Os resultados já estão à vista: “Os negócios locais são bem-sucedidos porque as pessoas estão a comprar e mantêm o dinheiro na cidade. É uma boa oportunidade e ficam todos a ganhar. Mas temos de tomar a decisão para fazermos as devidas mudanças”, disse Timothy Papandreou que defende que as ciclovias para sobressaírem do asfalto só “precisavam de tinta, é rápido e barato. É assim que se fazem as coisas”.

São Francisco pretende que o seu sistema de deslocações totais em bicicleta (modal share ou modal split) atinja 10% das viagens da cidade em 2018. Em Lisboa, o sistema atinge apenas 1%, mas devagar vamos caminhando para uma cidade mais sustentável e feliz. A causa é urgente :-).