O museu da auto-estima

O Museu do Oriente inaugurou na passada sexta-feira, uma morada de 15.500 metros quadrados, que une o país da costa atlântica com o continente asiático. Com localização na Doca de Alcântara, este novo museu constituído por 7 pisos está instalado num carismático edifício dos anos 40 à beira do Tejo, um antigo armazém frigorífico do Porto de Lisboa.

Com peças de arte chinesa, indo-portuguesa, japonesa e timorense o Museu abrange áreas como a história, a religião, a antropologia e ainda uma área dedicada às artes. A primeira exposição patente apresenta 1.400 peças adquiridas pela Fundação Oriente ao longo de 20 anos e ainda uma exposição “Deuses na Ásia” com 650 peças que vão desde instrumentos musicais às porcelanas.

A juntar às exposições, o espaço alberga também uma área multiusos, a qual terá uma programação cultural dedicada ao teatro, dança, música e cinema. Ainda um centro de reuniões, um auditório, um centro de documentação, uma loja, uma cafetaria e um restaurante. Com uma programação especial para o fim-de-semana de reabertura com o nome “ Festa do Oriente – Venha conhecer o outro lado do mundo” integrou várias actividades, com mais de 2000 visitantes no primeiro dia.

Entusiasmo-me ao ver a futura programação cultural e de certo que a Lisboa que acontece terá mais sobre o que escrever e divulgar. Como um notável exemplo dos nossos feitos históricos, esta morada será com certeza um atributo à auto-estima da nação que em dias mais cinzentos poderá recordar a existência de um povo de rasgo. Sebastianista ou não o tempo é de festejo, sempre uma nota bem alta a enaltecer a nossa cidade.

coluna de opinião publicado a 12 de Maio de 2008 no jornal Meia Hora