
Podia ser um nome de um livro, mas escolho o título tropeçando na ausência de suas semanas que abraçaram dois eventos muito familiares. De alguma maneira serve este post para justificar a calmaria a quem já está mal habituado com três posts diários (em média) a retomar já no dia de hoje. Por vezes é preciso parar, olhar na distância para o caminho percorrido e os seis meses de plataforma pediram-me isso. Agradeço a compreensão e aos leitores que não largaram a minha caixa de correio à espera de novidades. Obrigada.
Na continuidade do nossa lado maior, é difícil hoje em dia encontrarmos boas histórias de amor. Filosofia nietzscheanas e palavras escritas de Kundera à parte, é na rendição do amor que nos tornamos mais próximos de tudo aquilo que queremos ser. Já fui menina e já fui a casamentos e deslumbrada com o brilho do dia, hoje a maturidade dá-me a sapiência para entender o trabalho árduo e desgastante que é a conquista diária desse contrato selado a medos e emoções. Por isso quando me ajoelho perante testemunhos inspiradores, agradeço ao céu, a lufada de ar fresco neste mundo tão frágil e cada vez mais fugaz, que habitamos.
Na distância de duas semanas consigo tropeçar numa das minhas leituras de eleição do Cântico dos Cânticos, e seja ele de um irmão, ou de amigos que muito considero, ambos ficaram ‘gravados como um selo no meu coração’.




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