
Não conheço o Jaime Welsh pessoalmente, mas frequento a casa de uma das suas irmãs e sempre tive acesso às paredes sagradas, onde habitava a sua arte. As paredes iam mudando e hoje escrevo meio surpreendida pela passagem das horas, pois o menino que sempre foi superior a desenhar tem agora dezoito anos, está um homem e inaugura hoje a sua primeira exposição.
As suas influências sempre me fascinaram. Lucian Freud, mas principalmente o Gerhard Richeter de quem sou uma fã ao ponto de ter ido a Londres ver a sua exposição na Tate Modern.
Quase de partida para Londres, para uma das melhores escolas de arte do mundo e depois de observar clinicamente a morada que terá o privilégio da sua estreia, a Casa Museu Medeiros e Almeida abre hoje as portas com a sua primeira exposição. Eu lá estarei ao final da tarde para assistir ao primeiro evento de um menino prodígio nacional. É isto que Portugal precisa, excelência, ambição e por a fasquia por cima, e o Jaime que só ainda agora atingiu a maioridade, já sonha tão alto. Bravo.
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