
Os tempos não andam para meninos e imagino que muitos do que me leem sentem que nunca trabalharam tanto na vida. Eu sempre achei que o trabalho dignifica o homem (neste caso a mulher), mas o que sinto ultimamente é que ando digna sim, mas cansada. Muitas coisas ao mesmo tempo que me fizeram desviar do método regrado a que sempre me habituei. E confesso que quando dei por mim com a agenda descontrolada tive de pedir ajuda para fazer um restart.
Conheço a Liquid desde os primórdios da sua construção, quando tão bem se instalou aqui na Meredinha do Chiado. Como é costume, sempre que vejo uma porta fechada, para obras vou espreitando até descobrir o que de novo lá vai nascer. As famosas limonadas deram lugar a sumos super sónicos cheios de nutrientes, que consumo há anos como a erva trigo, o guaraná, a spirulina ou a clorela. Não apenas por tratar os nomes dos super-nutrientes por tu, mas também pela mais valia de terem feito uma intervenção de recuperação que dignifica a minha querida cidade. Podem ler o que escrevi na altura aqui.

Não sou de grandes regimes e sou contra a palavra ‘dieta’. Adoro uma boa mesa e gosto das curvas reais das décadas pré anos sessenta. Aqui o que está em causa é ‘comer bem’ e para quebrar o ritmo alucinante que me levou a trabalhar tanto que até me fez saltar refeições. Muitas vezes orientamos a nossa alimentação pela estética de um corpo, mas a boa alimentação tem ainda melhor impacto na mente. Porque senti mais pressão de trabalho do que é normal e porque a vida me desafiou grandemente nos últimos dez dias, decidi pela primeira vez experimentar um dos famosos Detox’s da Liquid. Mais do que desintoxicar o sangue, a pele, ou o que pensemos que faça bem ao corpo, a escolha foi clara: a desintoxicação mental. Porque está tudo ligado e porque omos o que comemos e quando o trabalho cai em demasia e começamos a boicotar o esquema das horas regradas, a máquina descamba. Identificam-se?
Tenho dificuldade em viver num mundo em que corremos mais do que podemos e em que não nos sobra tempo para coisas básicas como apreciar o que a natureza nos dá, achando nós que nos será garantido para sempre. Não o é. E quando isto acontece, o alarme toca para me avisar que estou a esquecer-me do mais importante. Nada mais do que estar vivo. Mas bem vivo. Não uma vivência qualquer que nos rouba tempo à essência de nós próprios e do que nos rodeia.
Aqui partilho por isso a experiência de um detox que a meio caminho já dura há um dia e meio. Não vou dizer que é fácil, não é. Mas com o passar das horas há qualquer coisa de interna que se vai reconcertando. Como se abríssemos o espaço ao que realmente interessa. Porque anda aí muito stress por esse mundo. E medo. essa palavra que nos entra pelos olhos a dentro e que está a deixar a população portuguesa muito mais frágil do que ela realmente é. O cenário é mau, mas aumentar o medo ajudará a implementar os nossos planos B, C ou mesmo D?
Ainda a meio caminho estou surpresa como é que estes super nutrientes numa versão mais intensa de 4 mega copos de sumo por dia (por onde se passeiam os espinafres, aipo, salsa, pepino, erva doce, couve acompanhados de uma salada ao almoço e uma sopa de legumes ao jantar) nos dão a energia para reequilibrar.
Na quinta de manhã darei mais notícias sobre este restart privilegiado alcansável todas as manhãs aqui numa perpendicular do escritório, a Rua Nova do Almada.

