As a curator of the best of Portugal and World traveller, with more than twenty years of articles published, in the national and international press, and also as a TV Show Author, this is my digital magazine, where I present my curated experiences and travel collection.
alguém que ilumina o mundo tem a capacidade de nos colocar no espelho, do lado mais frágil da alma. a mulher que pulsa a terra a que pertence, escreve simples. assim com a mesma serenidade, com que me chegam as mensagens mais puras.
nos dias em que contactava a inocência dos meus e dos teus sentidos, o mundo deixa de ser uma morada onde habitam as misérias anonimas. os viajantes rasgam a avenida e o casulo onde cresce um momento sem nome, algo que se rege pelas leis de uma árvore de copa alta.
‘não se perde por não se entender’. no lugar onde apenas se edificam bosques com árvores imortais, apenas há lugar para um incêndio. o da alma, no seu estado mais sublime.
porque não tenho dicionário que lhe faça justiça, deixo apenas o foco de luz de que esta é uma exposição obrigatória.
até dia 23 de Junho. mais aqui.
‘Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida’.