A ‘Sibéria’ de Olivier Rolin

A Sibéria é o mais recente título da Colecção de Literatura de Viagens, dirigida por Carlos Vaz Marques na Tinta-da-china, um título escrito depois de Olivier Rolin percorrer os quase dez mil quilómetros do Transiberiano, a maior linha férrea do mundo, e é uma tentativa de alargar os próprios limites, explorando um território rude e inóspito, epítome da solidão.

E73A8K

Rios gigantes, desertos gelados, taiga sem limites, temperaturas extremas: na Sibéria, a geografia é de uma grande rudeza. A história também, pois fez dela a terra dos condenados e dos deportados, um dos nomes da Dor do século XX. E no entanto é possível encontrar um encanto secreto nesta parte do mundo, que tão bem materializa o velho termo solidão, e que é uma espécie de alto‑mar em terra. Foi o que me aconteceu, diz Olivier Rolin.

Sibéria na Colecção de Literatura de Viagens, dirigida por Carlos Vaz Marques na Tinta-da-china A Cidade na ponta dos dedos de Sancha Trindade
De Olivier Rolin estão publicados em Portugal uma dúzia de livros, suficientes para replicar o estatuto de autor de culto de que Rolin goza em França e pelo mundo. Conhecemos-lhe as digressões por vários países, a militância na extrema-esquerda, a relação amorosa com Jane Birkin, a vida de excessos, os prémios literários.
Olivier Rolin (França, 1947) é autor de cerca de vinte livros, entre romances, ensaios literários e de viagens, entre os quais se destacam Paisagens OriginaisTigre de PapelUm Caçador de Leões e O Meteorologista, sobre o Grande Terror estalinista. A Rússia, por onde viajou dezenas de vezes, ocupa um lugar dominante na sua escrita.
Mais aqui e aqui.