
Sempre tive uma boa relação com a morte e acredito que há algo de maior na partida de um génio. Esta noite guardo como um tesouro a herança de palavras que envolverá a humanidade até ao fim dos tempos. As palavras deste escritor alimentaram-me muitas, muitas noites e se a semana foi de uma grande morte, estamos a dias da ressurreição, a maior de todas. A da nossa humanidade e do que tão grandes somos ou podemos ser em tudo o que tocamos. O carteiro não toca duas vezes e esta noite perde-se um grande escritor. Mas há sempre salvação. A beleza das palavras é eterna.
‘Era inevitable: el olor de las almendras amargas le recordaba siempre el destino de los amores contrariados.’

