As a curator of the best of Portugal and World traveller, with more than twenty years of articles published, in the national and international press, and also as a TV Show Author, this is my digital magazine, where I present my curated experiences  and travel collection.

Sancha D’Oriol Trindade

Bicicletas em Londres, um exemplo a seguir

Londres tem-se relevado elevada no que toca ao aumento de uso de bicicletas nas horas mais críticas de trânsito. Entre as 7h e as 10h da manhã, 24% por cento dos transportes que voam pela cidade londrina são biclas. Ao longo do dia o trafego em duas rodas chegam aos 16% . No total representam um quarto do tráfego.

Os dados são do Central London Cycling Census, elaborado pela Transport for London. Os dados dizem também que na London Bridge, Waterloo e Blackfriars, as bicicletas chegam a ser metade do total de veículos e na ponte de Southwark, as bicicletas representam 62 %. Os números mostram que durante o dia mais de nove mil ciclistas chegam a atravessar a London Bridge, ou seja, por hora passam, em média, 660 bicicletas ou onze por minuto. Na rotunda de Elephant & Castle, o número  ultrapassa os 2700, da parte da manhã, numa média de 903 por hora ou 15 por minuto.

Eu que estou quase a largar o meu carro, a não ser para distâncias mais longas fico ainda mais inspirada com uma notícia destas. Se acham que é difícil mudar Lisboa, eu ainda acredito e agradeço a esta crise ter obrigado tanta gente a pedalar pela cidade. E se as colinas metem medo, é só fazer as contas, é que por um motor elétrico ronda os €300 e feitas em contas em gasolina, parquímetros e multas da EMEL (por ter chegado dez minutos de atraso para por a moedinha na máquina) o custo de um motor são trocos, para quem passa a pedalar pela cidade a evitar chatices e a sentir a frescura da brisa Atlântica.